O que acontece com seu corpo quando você consome açúcar em excesso? - Blog - Hospital Vera Cruz

02/06/2026

O que acontece com seu corpo quando você consome açúcar em excesso?

O que acontece no corpo logo após o consumo excessivo de açúcar? Entenda também os efeitos no médio e longo prazo (no peso, na modulação do apetite e na saúde geral).

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Por mais que ‘falem mal’ dele, o açúcar (mais especificamente, a glicose) é um nutriente importante para a saúde. É uma fonte rápida de energia para as células de todo o corpo – em especial, o cérebro, que consome por dia cerca de 130g de glicose (o equivalente a mais ou menos 08 colheres de sopa bem cheias de açúcar!).

Uma alimentação básica já fornece todo o açúcar que o corpo precisa para funcionar bem. Todavia, no mundo moderno, consumimos muito mais do que o necessário, seja via bebidas açucaradas, seja via alimentos industrializados ou docinhos ao final das refeições.

Quais são os efeitos desse excesso de açúcar na saúde?

É o que vamos compreender a seguir, analisando as consequências imediatas e aquelas de médio e longo prazo.

 

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No rótulo: qual a diferença entre açúcar total e açúcar adicionado?

É tão importante poder controlar o quanto de açúcar você ingere que a nova rotulagem de alimentos separa os açúcares totais e os adicionados, além de acrescentar a ‘lupinha’ de destaque nos alimentos que contêm açúcar em altas quantidades. O que esses termos significam?

Nos rótulos de alimentos, encontramos 03 ‘categorias’ e subcategorias referentes aos açúcares: carboidratos, açúcar total e açúcar adicionado.

🌾 “Carboidratos” representam o total de açúcares, de amido e de fibras no alimento. Esse valor pode ser alto mesmo quando o alimento não tem quase nada de açúcar. Um exemplo é a semente de chia: 100g dessas sementes possuem 28g de carboidratos, mas praticamente 0g de açúcar (já que são 28g de fibras).

🫧 “Açúcar total” mede tanto o açúcar que naturalmente está presente nos alimentos (quase todos os alimentos contêm alguma quantidade de açúcar) quanto o açúcar que é adicionado durante seu processamento.

🍰 “Açúcar adicionado”, portanto, é apenas a quantidade de açúcar ‘não-natural’, isto é, incluído durante o processamento do produto (e, em tese, ‘desnecessário’, usualmente adicionado pela indústria para aprimorar o sabor).

 

Efeito imediato: liberação de (muita) insulina

(e por que isso não é bom)

O primeiro efeito ‘interno’ do consumo de muito açúcar é a liberação, pelo pâncreas, de quantidades mais altas que o normal de insulina na corrente sanguínea.

Esse hormônio é fundamental para ‘retirar’ o açúcar da circulação, enviando-o às células do corpo como fonte de energia, e estimulando a conversão do excesso em gordura (especialmente no fígado), como reserva de energia.

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Em algumas pessoas, esse ‘pico’ de insulina pode acabar retirando açúcar demais do sangue, levando, algumas horas depois da refeição, a um tipo de ‘efeito rebote’, em que se sente novamente fome, além de cansaço e irritação.

Além disso, quando os níveis de insulina estão muito altos, as células do corpo acabam absorvendo tanta glicose que pode ‘faltar’ açúcar para o cérebro. Como resultado, sintomas como tontura, problemas de atenção e de concentração, calafrios e tremores podem surgir. Casos severos (raros) podem necessitar, inclusive, de atendimento médico de urgência.

 

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O grande problema: a resistência à insulina

Vimos, acima, algumas consequências imediatas do consumo excessivo de açúcar, correlacionadas principalmente à liberação anormal de insulina. E se esse cenário se repetir constantemente?

Com o passar do tempo, o corpo é capaz de se adaptar à liberação de insulina excessiva. Em outras palavras: em quem ingere muito açúcar com frequência, começa a surgir um fenômeno chamado de ‘resistência à insulina’, no qual a mesma quantidade de insulina que ‘funcionava’ antes agora não funciona mais. E isso é muito perigoso.

Ter constantemente muita insulina no sangue reduz sua efetividade. A resposta das células do fígado, musculares e adiposas passa a ser reduzida. Todo o ‘balanço energético’ do corpo sofre com isso. Há produção de moléculas que pioram ainda mais a ação da insulina, como citocinas pró-inflamatórias.

Até mesmo perder peso se torna mais difícil. A baixa efetividade da insulina faz com que o pâncreas produza mais do hormônio, o que promove maior armazenamento de energia.

Além disso, com menor eficiência da insulina, a glicemia aumenta. Os sintomas do excesso de açúcar no sangue mencionados na seção anterior se tornam mais comuns. Problemas de saúde como pressão alta e níveis anormais de colesterol se tornam mais frequentes. Doenças crônicas, como o diabetes tipo 2, têm riscos aumentados em quem sofre de resistência insulínica.

Fora tudo isso, não podemos nos esquecer do pâncreas, o órgão que produz a insulina. A constante demanda por mais e mais do hormônio pode, com o tempo, levar à disfunção das células produtoras de insulina, que passam a produzir menos hormônio (ou nenhum). O diabetes tipo 2 é uma consequência bastante comum desse fenômeno.

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A boa notícia é que a resistência à insulina é reversível na maior parte dos casos. Mudanças drásticas nos hábitos alimentares e no estilo de vida, associadas a tratamentos medicamentosos, são capazes de reverter o equilíbrio energético do corpo, e a função do hormônio, aos poucos, volta ao normal. Para isso, cortar o excesso de açúcar é um passo fundamental.

 

O açúcar pode modular o apetite?

Não é difícil encontrar na internet a opinião de que o açúcar pode ser considerado uma ‘droga’, já que possui propriedades ‘viciantes’ e gera malefícios ao corpo.

Apesar de certo exagero típico das conversas digitais, há alguns pontos interessantes na afirmação. O consumo excessivo de açúcar pode ‘modular’ tanto as respostas do corpo à saciedade quanto o sistema relacionado ao prazer de comer. Com o tempo, isso pode gerar uma certa ‘dependência’ de alimentos altamente calóricos e com grandes quantidades de açúcar.

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Os alimentos industrializados, em especial, possuem quantidades altas de açúcares de rápida absorção (como glicose e frutose, ou sacarose). Somados ao sabor dulcíssimo, instintivamente valorizado pelo corpo, eles ativam circuitos dopamínicos no cérebro, associados ao prazer. Em algumas pessoas, essa ativação pode, com o tempo, levar à alimentação compulsiva, na qual apenas esse tipo de alimento gera prazer e saciedade.

Sabe aquelas cenas de filmes em que uma pessoa triste devora um pote de sorvete inteiro, sozinha, para ficar mais contente? A relação entre comer alimentos pouco nutritivos (e muito calóricos) e sentir-se melhor é bem exemplificada dessa forma.

A depender da qualidade da alimentação, é comum excessos de consumo de açúcar se repetirem, levando ao armazenamento de energia em forma de gordura e ao aumento de peso. Essa camada de gordura é capaz de modular a secreção de diversos hormônios, como a leptina, que tem efeitos negativos na sensação de saciedade. Quanto menor a saciedade, maiores as chances de se comer em excesso novamente.

Ou seja: excesso de açúcar pode, sim, gerar um ‘ciclo vicioso’ em que a pessoa não se sente saciada com facilidade, e precisa constantemente de alimentos muito ricos em açúcar para sentir-se bem.

 

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Há algo de bom a ser dito sobre o açúcar?

Sim! Esse ponto é muito importante. Assim como o sal, o açúcar é constantemente destacado como um ‘vilão’ da saúde. Porém, consumindo-o com equilíbrio, de forma consciente e com moderação, ele é uma fonte importante de energia para o corpo, ajudando-o a manter-se saudável.

Uma pessoa que leva uma vida ativa e tem uma boa alimentação não verá malefícios se consumir, eventualmente, uma refeição rica em açúcares (ou tomar uma grande quantidade de refrigerante geladinho em um dia quente!). O corpo é mais do que capaz de se adaptar a esses ‘dias de excesso’, sem malefícios de médio e longo prazo. O problema está na repetição do hábito e na quantidade ingerida em excesso, assim como no equilíbrio entre alimentação saudável e esses momentos de quebra na rotina.

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A orientação que os principais manuais médicos (como os da Organização Mundial de Saúde) trazem é manter os açúcares como fonte de menos de 10% das calorias diárias, idealmente abaixo de 5%. Trata-se de uma dica bastante ‘técnica’, mas que pode ser traduzida de maneiras práticas:

 

  • Para adultos, limitar o consumo de açúcar a cerca de 30g por dia (cerca de 25g para mulheres e 35g para homens)
  • Para jovens até 18 anos, a quantidade deve ser limitada a menos de 25g por dia
    • Vale notar: os valores acima não consideram o açúcar presente naturalmente nos alimentos, apenas açúcar adicional.
  • Preste atenção não apenas ao que você come, mas também ao que bebe. Estudos mostram que a principal fonte de açúcares adicionais na alimentação moderna são as bebidas, especialmente as industrializadas. Uma latinha de refrigerante (350mL) costuma ter mais açúcar do que o total indicado para consumo por dia (os refris têm de 30 a 40g de açúcar em 350mL). Sucos de frutas vendidos no supermercado também contêm quantidades altas de açúcares: não é difícil encontrar embalagens de suco de uva com quase 50g de açúcares em 350mL! Por isso, é importante ter atenção redobrada ao ler os rótulos, e consumir essas bebidas com muita moderação.
  • Outra fonte pouco ‘controlada’ de açúcar adicionais é o que se passa sobre o pão. Geleias, compotas, cremes, pastas e méis contêm grandes quantidades de açúcar (a maior parte da composição desses alimentos, aliás, é puro açúcar), mas nem sempre são vistas como tal. Preste atenção ao rótulo. No geral, passar uma camada de geleia em uma fatia de pão equivale a passar uma camada de açúcar sobre ele, e uma pessoa dificilmente deixaria de controlar a ingestão se soubesse disso.

 

Açúcar: impossível viver sem ele (mas bem possível ficar doente com ele no mundo moderno!). Ter conhecimento sobre esse nutriente e controlar sua ingestão faz toda a diferença. O consumo do açúcar, afinal, é um retrato da maneira como você se alimenta. Se tiver dificuldades em encontrar o equilíbrio, converse com um nutricionista ou profissional de saúde. Ele poderá revelar alternativas para aumentar a saciedade, substituir produtos ricos em açúcar adicionado por outros tão gostosos quanto e mais saudáveis, sugerir apps que ajudam a calcular o consumo diário, indicar tratamentos para controle do peso, orientar sobre hábitos mais saudáveis de vida, entre outras estratégias. Saber o quanto de açúcar é o ideal para você é uma informação valiosa, tanto para a saúde no presente quanto para garantir um futuro mais doce.

HVC - Perfis de Médicos - Posts (Dra. Maria Beatriz de Sá Dias Machado)

 

Para saber mais:
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11 de novembro

Intolerância à Lactose

O QUE É INTOLERÂNCIA À LACTOSE? Intolerância à lactose é o nome que se dá à incapacidade parcial ou completa de digerir o açúcar do leite. A deficiência ocorre quando existe uma baixa ou nenhuma produção de lactase pelo intestino, importante enzima do organismo responsável pela hidrólise da lactose, ou seja, quebra da lactose encontrada no leite e seus derivados em galactose e glucose para que possam ser absorvidas pelo organismo. Existem três tipos de deficiência de lactose: congênita ou genética, a mais rara, deficiência primária, que piora com o passar dos anos, e secundária, que decorre da SII – Síndrome do Intestino Irritável –, de diarreias, da doença de Crohn e da doença celíaca. Embora tenham sintomas parecidos, a alergia ao leite ocorre quando o organismo do alérgico reconhece as proteínas do leite como invasores e começa a aumentar a produção de anticorpos. Com isso, instala-se no corpo um processo alérgico, que pode apresentar uma série de sintomas. Este caso é o mais comum e também a maior causa de sangramento intestinal em crianças. OS SINTOMAS: Os sintomas variam de pessoa para pessoa e estão ligados à quantidade de lactose presente na dieta e ao grau de insuficiência da enzima lactase de cada indivíduo. Cerca de 70% dos brasileiros apresentam algum grau de intolerância à lactose, que pode ser percebida através de distensão abdominal, flatulência, cólica, diarreia, náusea e ardor anal. Se houver um mal-estar depois da ingestão de um copo de leite, isso não significa necessariamente uma intolerância à lactose. Mas, se o incômodo persistir em todas as vezes em que há ingestão de leite ou de qualquer laticínio, é necessário procurar um médico para investigar a suspeita. O QUE FAZER: O primeiro passo é passar por uma avaliação clínica para receber as orientações para seu nível de intolerância à lactose, se for esse o diagnóstico. Em caso positivo, é recomendada a exclusão da lactose para amenizar os sintomas. E, para suprir a necessidade diária de cálcio, indica-se a ingestão de folhas verdes, como couve, alface, brócolis, mostarda, aipo, repolho, abobrinha, erva-doce, feijão, ervilhas, salmão, tofu, laranja, amêndoa, sementes de gergelim, melaço, cereais enriquecidos com cálcio e em alguns casos suplementação de cálcio. O TRATAMENTO: A intolerância à lactose não é uma doença. É uma carência do organismo que pode ser controlada com dieta e medicamentos. No início, a proposta é suspender a ingestão de leite e derivados a fim de promover o alívio dos sintomas. Depois, esses alimentos devem ser reintroduzidos aos poucos até ser identificada a quantidade máxima que o organismo suporta sem manifestar sintomas. Esse procedimento tem como objetivo manter os níveis de cálcio no organismo, que, junto com a vitamina D, é indispensável para a formação de massa óssea saudável. Suplementos com lactase e leites modificados com baixo teor de lactose são úteis para manter a contribuição de cálcio, quando a quantidade de leite ingerida for insuficiente. As pessoas que desenvolveram a intolerância à lactose têm uma vida absolutamente normal, desde que sigam adequadamente as orientações médicas da dieta e do consumo de leite e derivados. A ORIENTAÇÃO DO HOSPITAL VERA CRUZ SOBRE A INTOLERÂNCIA À LACTOSE: Uma das maiores preocupações de pessoas com intolerância à lactose é adotar uma dieta que suplemente os nutrientes encontrados no leite, principalmente o cálcio. Cerca de 70% do cálcio da alimentação vem do leite e derivados. Portanto, na medida do possível, é importante manter uma dieta com ingestão de alimentos lácteos, respeitando a quantidade que seja tolerada pelo seu organismo. Além disso, a vitamina D possui papel fundamental na absorção do cálcio. E, mais uma vez, a primeira atitude diante dos sintomas citados é de procurar um médico para receber o diagnóstico correto e um nutricionista para auxiliá-lo na readequação de seus hábitos alimentares.

03 de novembro

Vitaminas: tipos, funções, deficiência e doenças.

O QUE SÃO VITAMINAS? As vitaminas são compostos orgânicos presentes nos alimentos e indispensáveis para o funcionamento normal do nosso organismo. São essenciais para o crescimento e a reparação dos tecidos, vitais para o funcionamento dos órgãos e a produção das reações metabólicas específicas no meio celular. Além de pertencerem a um grupo de nutrientes orgânicos que promovem o bem-estar físico e mental, as vitaminas são fundamentais para que as pessoas possam manter o funcionamento normal e adequado do seu corpo por meio de uma alimentação balanceada. E, assim, suprir o organismo de todas as vitaminas necessárias para a saúde, de acordo com a forma de vida de cada um. CONHECENDO UM POUCO MAIS SOBRE AS VITAMINAS: SUAS PROPRIEDADES, O QUE OCORRE NA CARÊNCIA E ONDE ELAS SE ENCONTRAM NA NATUREZA. VITAMINA C (hidrossolúvel): A vitamina C é essencial para a defesa do organismo, ajuda no combate às infecções e auxilia na formação dos tecidos, pois participa da constituição da parede celular de todas as células do corpo, como ossos, dentes e cartilagens. Também é muito importante no combate às hemorragias e no fortalecimento do sistema imunológico, pois auxilia na absorção do ferro. Os seres humanos não fabricam vitamina C. Então devemos ingerir diariamente alimentos ricos nessa vitamina. Por se tratar de uma vitamina antioxidante, tem a capacidade de proteger o organismo dos danos provocados pelo estresse oxidativo, ou seja, do excesso de radicais livres no organismo. Esse efeito em nosso corpo pode causar danos à nossa saúde, como a perda de elasticidade da pele, doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes, arteriosclerose, lentidão mental, mal de Parkinson e mal de Alzheimer. Não é recomendado picar alimentos que contenham a vitamina C se não forem consumidos imediatamente, pois, em contato com o ar e a luz, esses oxidam, destruindo a propriedade vitamínica. A perda desta vitamina também ocorre ao cozinhar esses alimentos. Portanto, as verduras e os legumes ricos em vitamina C devem ser consumidos preferencialmente crus. CARÊNCIA DE VITAMINA C: A falta da vitamina C leva ao escorbuto, caracterizado pelo enfraquecimento geral, hemorragia, hálito fétido, sangramento das membranas gengivais e mucosas. Outros sintomas são feridas na pele, predisposição à gripe, bronquite e pneumonia. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA C: Frutas cítricas, como acerola, kiwi, laranja, limão, abacaxi, maracujá, caju, goiaba, manga, uva, tangerina, morango, mamão papaia, pimentão, rúcula, alho, cebola, repolho, espinafre, agrião, alface, cheiro-verde e salsinha. VITAMINA B1 (Tiamina) (hidrossolúvel): A vitamina B1 desempenha um importante papel no sistema nervoso, no sistema circulatório, nos músculos e no coração. Previne o envelhecimento, melhora a função cerebral, combate a depressão, a fadiga, além de auxiliar as células no metabolismo da glicose. CARÊNCIA DE VITAMINA B1: Pessoas com deficiência dessa vitamina apresentam cansaço, inapetência, perda de apetite e consequente perda de peso, insônia, irritabilidade, formigamento, prisão de ventre ou inchaço, confusão mental e fraqueza muscular. Em casos mais graves pode haver comprometimento do coração, lesão cerebral potencialmente irreversível,  síndrome de Wernicke-Korsakoff e beribéri. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA B1: Alface-romana, espinafre, berinjela, cogumelo, feijão, nozes, atum, carne bovina e de aves, grãos de cereais integrais, como flocos de aveia, semente de girassol, linhaça, e levedura de cerveja. VITAMINA B2 (Riboflavina) (hidrossolúvel):  A Riboflavina é uma substância determinante para o crescimento, para o sistema respiratório, para os processos oxidativos e para a eliminação de radicais livres no organismo. Previne catarata, ajuda na reparação e manutenção da pele e na produção do hormônio adrenalina. A vitamina B2 é importante também para a formação de células vermelhas no sangue e anticorpos. CARÊNCIA DE VITAMINA B2: A carência dessa vitamina provoca inflamações na boca, cansaço, sensibilidade visual, falta de energia, anemia, coceira e descamação da pele. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA B2: Couve, brócolis, espinafre, repolho, agrião, ervilha, grãos integrais, soja, semente de girassol, ovo, leite e carnes. VITAMINA B3 (Nicotinamida) (hidrossolúvel): Essa vitamina está diretamente ligada à produção dos hormônios: estrogênio, progesterona, testosterona e insulina. Ela é importante no transporte de hidrogênio intracelular e é um dos nutrientes essenciais na geração de energia pelo organismo. Auxilia no funcionamento do cérebro, no bom humor, na saúde da pele, no sistema nervoso, no sistema imunológico e no sistema digestivo. Reduz triglicérides, colesterol, regula o açúcar no sangue e protege o corpo contra poluentes e toxinas. CARÊNCIA DE VITAMINA B3: A deficiência dessa vitamina provoca diarreia, falta de apetite, emagrecimento, fadiga, insônia, irritabilidade, depressão nervosa e dermatite. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA B3: Levedura, carnes magras de bovinos e de aves, fígado, leite, cogumelos, castanha-do-pará, gema de ovo, cereais integrais, farelo de arroz, farelo de trigo, brócolis, espinafre, aspargo, cenoura, batata-doce, frutas secas, tomate e abacate. VITAMINA B5 (Ácido Pantotênico) (hidrossolúvel): A vitamina B5 é indispensável para todas as células do nosso corpo. Ajuda na formação de células vermelhas, na desintoxicação química e na construção de anticorpos, melhorando assim a imunidade. Previne o desgaste das cartilagens, além de reduzir colesterol e triglicérides. Auxilia na conversão das proteínas, açúcares e gorduras em energia e nas disfunções hormonais. CARÊNCIA DE VITAMINA B5: A carência dessa vitamina provoca insônia, cãibras nas pernas, sensação de ardência nos pés, doenças neurológicas, baixa produção de anticorpos e fadiga. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA B5: Carne bovina e de aves, fígado, salmão, ovo, leite e derivados, ovário de peixes de água fria, geleia real, grãos integrais, lentilha, amendoim, levedura, brócolis, abacate e batata-doce. VITAMINA B6 (Piridoxina) (hidrossolúvel): Essa vitamina exerce um papel importante, pois reduz o risco de doenças cardíacas, ajuda na manutenção do sistema nervoso central e imunológico, previne anemia, aterosclerose e câncer. Atua também na redução de espasmos musculares e do colesterol, alivia sintomas da menopausa, enxaquecas e náuseas, é bom para a pele e melhora a visão. CARÊNCIA DE VITAMINA B6: A carência dessa vitamina pode provocar anemia, distúrbios nervosos (neuropatia), dermatite, fissuras nas laterais dos lábios, adormecimento e formigamento das mãos e dos pés. Em gestantes, a deficiência severa pode comprometer a capacidade mental do bebê. Sua falta pode causar convulsões em crianças pequenas e confusão mental nos adultos. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA B6: Alimentos de origem animal (ave, peixe, carne de porco, vísceras, ovo e leite), cereais integrais, semente de girassol, soja, amendoim, feijão, banana, tomate, abacate, espinafre, aveia, gérmen de trigo, levedo de cerveja, nozes e batata-inglesa. VITAMINA B7/B8 (Biotina) (hidrossolúvel):  Atua no sistema nervoso como um sedativo natural. Promove o crescimento celular, a produção de ácidos graxos e a redução de açúcar no sangue. A vitamina B7/B8 alivia dores musculares e fortalece a pele, as unhas e os cabelos, prevenindo a calvície. CARÊNCIA DE VITAMINA B7/B8: A falta dessa vitamina pode causar dermatite, furúnculos, calvície, unhas quebradiças, conjuntivite, inflamações, perda de apetite, fraqueza, dores musculares, enjoos, fadiga, alucinações, níveis elevados de colesterol e anemia. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA B7/B8: Levedura de cerveja, carne de aves, fígado, rins, gema de ovo, leite, iogurte, queijo, cogumelo, espinafre, couve-flor, ervilha, avelã, gérmen de trigo, laranja, melão, nozes e arroz integral. VITAMINA B9 (Ácido Fólico) (hidrossolúvel): A vitamina B9 é responsável pela manutenção dos sistemas imunológico, circulatório e nervoso. Atua na formação de proteínas e hemoglobina, prevenindo a anemia. É essencial na síntese de DNA, promove a saúde dos cabelos e da pele, ajuda a combater o primeiro infarto, câncer de mama e de cólon, além de diminuir o risco de aterosclerose (formação de placas de gorduras nas artérias). CARÊNCIA DE VITAMINA B9: A carência da vitamina B9 causa insônia, ulcerações na cavidade oral, anorexia, apatia, anemia, dificuldade de memorização, cefaleia, distúrbios digestivos, cansaço, falta de ar, problemas de crescimento e fraqueza. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA B9: Carne, peixe, fígado, rins, levedura de cerveja, vegetais de folhas verdes, couve-flor, cereais integrais, leguminosas, amendoim e milho. VITAMINA B11 (Carnitina) (hidrossolúvel): Essa vitamina auxilia no crescimento e desenvolvimento do corpo, atua na manutenção do sistema nervoso e reduz os níveis de triglicérides e colesterol. Age levando as gorduras para dentro das células, produzindo energia, o que aumenta o consumo de gorduras e, dessa forma, proporciona uma função protetora do fígado. CARÊNCIA DE VITAMINA B11: A falta dessa vitamina pode causar cansaço, fraqueza muscular, confusão mental, manifestações cardíacas e insuficiência renal, que pode evoluir para lesão das células tubulares renais. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA B11: Carne, peixe e laticínios. VITAMINA B12 (Cobalamina) (hidrossolúvel):  A vitamina B12 é importante para a formação do DNA, ajuda no crescimento e desenvolvimento do corpo e na saúde da pele. Seu consumo auxilia na síntese das células nervosas e na formação, integridade e maturação das células vermelhas. CARÊNCIA DE VITAMINA B12: A deficiência dessa vitamina pode causar anemias diversas, alteração neurológica, afta na boca, fadiga, fraqueza, constipação, perda de apetite, perda de peso, dificuldade de concentração, falha de memória, formigamento nas pernas, queimação na sola dos pés, dificuldade para andar, pele amarelada (icterícia), língua inchada e inflamada. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA B12: Fígado, rins, carne de porco, peixes de água fria (truta, salmão e atum), ostra, ovo, leite, queijo, manteiga e soja. VITAMINA A (lipossolúvel): A vitamina A é importante para a saúde da visão, dos cabelos, do sistema imunológico e da pele, pois auxilia na cicatrização, na textura dos ossos e na formação de colágeno. Ela é responsável pelo bom funcionamento de todos os tecidos do nosso corpo e, por ser uma vitamina antioxidante, ajuda na eliminação de radicais livres. CARÊNCIA DE VITAMINA A: Pode levar à ceratoconjuntivite ou a ulcerações nas córneas, que podem evoluir para necroses. Contribui para a formação de pele seca, unhas quebradiças e queda de cabelo. A falta dessa vitamina pode causar cegueira noturna. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA A: Beterraba, cenoura, batata-doce, fígado, rim, ovos, couve, espinafre, mamão e manga. VITAMINA D (lipossolúvel): A vitamina D é sintetizada no organismo através da exposição à luz solar. Ela é essencial para a saúde, pois facilita a absorção do cálcio, que influencia na formação e na firmeza dos ossos e dos dentes. Além disso, é obrigatória para a produção de insulina e manutenção do sistema imunológico, sendo funcional para o tratamento de doenças autoimunes. CARÊNCIA DE VITAMINA D: A falta dela aumenta o risco de problemas cardíacos, osteoporose, câncer, gripe, resfriado e doenças autoimunes como a esclerose múltipla. Em mulheres grávidas aumenta o risco de aborto, favorece a pré-eclâmpsia e eleva as chances da criança ser portadora de Transtorno Autista. Para evitar a carência da vitamina D, é importante se expor ao sol de 15 a 20 minutos por dia com braços e pernas descobertos. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA D: Peixe (atum, salmão e sardinha), óleo de fígado de bacalhau, manteiga, nata, gema de ovo, carne bovina e fígado de vitela. VITAMINA E (lipossolúvel): A vitamina E funciona como um antioxidante, combate os radicais livres e reduz os riscos de doenças cardiovasculares e cerebrais como a arteriosclerose, condição degenerativa de endurecimento e espessamento das paredes arteriais que costuma provocar aumento da pressão arterial. Melhora a circulação sanguínea e o tempo de coagulação, reduzindo a possibilidade de doenças como câncer, mal de Parkinson, mal de Alzheimer e catarata. Já para as gestantes, previne a pré-eclâmpsia. CARÊNCIA DE VITAMINA E: A deficiência dessa vitamina leva às alterações neurológicas, como a diminuição dos reflexos, da sensibilidade vibratória e do tempo de coagulação sanguínea, além de dificuldades visuais, doenças cardíacas, câncer, mal de Parkinson, mal de Alzheimer e catarata. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA E: Verduras: alface, salsa, agrião, espinafre e couve; Oleaginosas: amêndoas, nozes, amendoim, avelã, castanha-do-pará e pistache; Óleos vegetais: óleos de cártamo, algodão, milho, soja, semente de açafrão e azeite de dendê; Demais fontes: ovos, gérmen de trigo, semente de girassol, soja, banana, manteiga, carnes, gergelim e linhaça. VITAMINA K (lipossolúvel): A vitamina K faz parte do processo de coagulação sanguínea. Ela auxilia na transformação das proteínas em substâncias que contribuem para a coagulação correta do sangue, proporcionando uma melhor cicatrização. Além de ajudar na fixação do cálcio nos ossos, auxilia na construção e na manutenção da estrutura de ossos e dentes. CARÊNCIA DE VITAMINA K: A falta de vitamina K causa alteração na coagulação sanguínea, ou seja, sangramento difícil de estancar, que pode levar a uma hemorragia. Esse sangramento pode ocorrer através da pele, do nariz, por uma pequena ferida ou, o mais grave, no estômago. Também é possível ocorrer presença de sangue na urina ou nas fezes. O uso de medicamentos anticoagulantes pode, da mesma forma, acarretar a deficiência de vitamina K. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA K: Couve, couve-de-bruxelas, brócolis, salsa, espinafre, couve-flor, acelga, alface, cenoura, aspargo, pepino, ovo, farelo de trigo, soja e óleo de canola. A ORIENTAÇÃO DO HOSPITAL VERA CRUZ SOBRE AS VITAMINAS: Existem duas categorias de vitaminas: as hidrossolúveis e as lipossolúveis, que se classificam de acordo com a substância que as dissolve. As vitaminas lipossolúveis são substâncias orgânicas solúveis em gordura. Essas vitaminas não são facilmente eliminadas pelo organismo e, por isso, tendem a se acumular, provocando intoxicação se ingeridas em excesso. As vitaminas hidrossolúveis são substâncias orgânicas solúveis em água. Esse tipo de vitamina não é armazenado pelo organismo em grandes quantidades. Em um pequeno espaço de tempo, essas são eliminadas pela urina. Por essa razão, devem ser ingeridas diariamente através da alimentação. SUPLEMENTOS VITAMÍNICOS SÃO INDICADOS? Todas as vitaminas que necessitamos se encontram disponíveis na natureza, ou seja, nos alimentos. Por isso, a importância de se manter uma alimentação balanceada. Se, nas refeições, damos prioridade para porções adequadas de frutas, legumes, hortaliças, carnes, grãos, dificilmente nosso organismo necessitará de complementos encontrados nas farmácias. Muitas vezes, o excesso de vitaminas obtido por comprimidos ou líquidos industrializados favorece o aparecimento de efeitos colaterais. Esses efeitos podem comprometer perigosa e definitivamente órgãos vitais do nosso corpo, como fígado, rins e coração. A análise contempla idade, histórico familiar de saúde, nível de stress, profissão, qualidade de vida (alimentação, sono, recreação), estado emocional e vícios. IMPORTANTE: também no campo das vitaminas, a automedicação é um perigo e só médicos ou nutricionistas poderão indicar o melhor complemento vitamínico, se for o caso. E cada caso é um caso.

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